sábado, 15 de maio de 2010

Sentir sem conseguir provar...

Sou aquilo que você vê, que você ouve, que você sente, que você pressente.
Sou produto de um meio, tomada de heranças genéticas, lutando contra a maré. Tento não ser a soma de genética + ambiente. Tento e tento não sugar as experiências do meio. É tão difícil. É tarefa impossível.
Pensar, pensar por si, ter suas ideias, ideais, sonhos e tudo o mais que pertence ao íntimo e que deveria ser uma construção própria do ser, nada disso é possível.
Eu luto. Eu penso. Eu quero. Eu nem sempre consigo. Eu prossigo. Eu vivo. Eu sobrevivo.
Por que não sou outro alguém? Por que preciso suportar isso? Por que e por que e porque?
Necessito viver, não sobreviver. Preciso de companhia, de pele, de carinho, de sanidade.
Onde está o amor? O que é o amor? Por que o amor?
As garras da mãe felina me atacam, atacam meu progenitor. Atacam minha sanidade. Sugam minhas energias. Estou somente o pensamento. E como pesa.

1 comentários:

Danieli Zimmermann disse...

ai ai
só quem sabe o que tu falando entende
beijos e melhoras