sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Ao Caro Marx

Já não é de hoje que leio alguns de seus escritos e teorias. Desde aquele tempo em que eu imaginava que ser professora era vocação, privilégio. Sentava naquela cadeira desconfortável, folheava o livro de filosofia e lá estava você: Karl Marx. Num primeiro momento estranhei aquela confusão de palavras feito estar perdida diante de uma multidão afoita. Queria conhecê-lo, mas não foi fácil e nem está sendo. Esta sociedade capitalista, a qual tanto se refere em suas obras e falas, continua viva, parece-me que até com mais intensidade e mais disfarçada. Conhecer esta realidade foi como tirar doce de criança ou a esperança de alguém do proletariado, como queira. O Sr criticava tanto a distinção de classes, mas por que então falava tanto nelas?! Muitas vezes para se resolver um problema, deve-se fazer em silêncio, pois quanto mais se versa sobre algo, mais presente está. E este é um truque da imprensa; é só analisar e observar como cria-se pânico facilmente na população, explicitando em todos telejornais e em todos os momentos tais reportagens que levam ao "delírio".
Caro Marx, passei aquele tempo de ilusão docente sempre acreditando no que o Sr pregava: a educação deve ser igualitária, sem distinção de classes, levando a transformação da sociedade. Transformar e não reproduzir. Porém, é sabido que precisamos manter vivo muito de nossas culturas para que as mesmas não se percam no tempo. Para isso, é necessário a reprodução. Apesar de compartilhar do desejo de transformação da sociedade, hoje compreendo o qual complexo este processo é, pois transformar é criar uma nova herança cultural, deixando de lado esta personificação, estes vícios que causam tanto mal à sociedade.